Morte, Transformação, Autoconhecimento e Elementos da Natureza. Como essas forças se relacionam?

Atualizado: 18 de Nov de 2019

Ter uma prática de vida equilibrada, auto-sustentável e consciente passa por

diversos aspectos.


Um deles e talvez o mais importante é o como lidamos com a nossa casa interior.

Essa que é a casa do nosso espírito, da nossa alma.



É perceber que os processos internos e externos caminham sincronicamente.

Para tal é importante aceitar e notar os ciclos da natureza, bem como as culturas

tradicionais ancestrais, desde maias, incas, védicos e cultura oriental já traziam

como conhecimento intrínseco.

A natureza humana e natureza verde vivem os mesmos tempos, só é preciso olhar

para esse aspecto sutil.

E um passo para esse caminho é desmistificação da morte.

É reconhecer a morte como um adubo para a vida.

É notar que essas são polaridades da mesma força, que uma não pode viver sem a

outra, e mais do que isso, fazem parte de um crescimento e desenvolvimento

interior. Caminham para a evolução neste plano e outros.

Como você tem lidado com a morte em seus mais variados aspectos?

O que você precisa deixar ir para que o novo floresça?

Uma relação? Um padrão? Uma mágoa?

O quão estamos abertos ao novo que tanto pedimos?

Será que já abrimos espaço suficiente?

Ter compaixão com seu momento interno e aceitar que aspectos precisam ser

resolvidos antes de atrair uma nova vibração é primordial. Enquanto a morte não

acontece, a vida, de uma nova forma não pode chegar.

As estações e suas mensagens

● O outono: convite à morte, deixar ir o que precisa ser transformado. É quando

as folhas caem, dando espaço ao que é essencial. Sendo que essas folhas

retornam ao solo para nutrir a terra (ou seja, as experiências ficam guardadas,

mas não precisamos carregar suas marcas ou antigos padrões, é hora de deixar ir) .

● Inverno: recolhimento profundo para que a semente no escuro sob a neve

possa então brotar (pode ser visto como uma reavaliação profunda de toda nossa

trajetória, um lugar de introspecção onde escolhemos com cautela o que irá

continuar conosco para nutrir o que queremos nesse renascer, um lugar tipicamente

mental) .

● Primavera: o florescimento, renascimento (estar em equilíbrio com o que se é,

estar pronto para se colocar no mundo. momento onde os movimentos são mais

fluidos) .

● Verão: ápice da colheita e preparação para recomeçar o ciclo de morte do

que precisa mudar (momento de maior receptividade com o mundo externo, de

obter maiores resultados sobre o que foi plantado, se preparando para o recomeço

do ciclo todo) .

Note como colocar um projeto pessoal em ação no outono requer muito mais

esforço do que entre o inverno e primavera.

Dica:

Observe como a natureza se comporta a sua volta em cada ciclo, mesmo que seja

no vaso da sala ou varanda. Observe também o que as suas emoções e psiquê

trazem à tona em cada estação.

Estar equilibrado requer disponibilidade para observar os movimentos naturais por

um viés mais sensível. Dessa forma, desenvolve-se maior percepção de si e do

todo.

A natureza pendular

O símbolo Ying Yang já traz consigo o código de que, no ápice da luz existe a

semente da noite e vice versa.

A inspiração leva à expiração. O meio dia encaminha inexoravelmente à meia noite.

O inverno leva à primavera. A euforia leva à depressão.

Então, como fluir com leveza dentro desses aspectos?

Como se manter no equilíbrio nesses movimentos?

Um caminho é observar a natureza fora e a sua respiração.

No dia a dia

Logo pela manhã observe sua respiração, se está fluída, abdominal ou travada, com

longas pausas. Respire profundamente por 2 minutos mentalizando o que deseja

para o dia que começa. Mentalize 3 qualidades que quer reforçar e 3 padrões que

precisam morrer.

Você pode utilizar o óleo essencial de pinho para complementar essa prática.

Tenha em mãos uma fita olfativa ou pedaço de papel.

Pingue 2 gotas do óleo essencial de pinho.

Sente-se em silêncio e com os olhos fechados inale o aroma profundamente.

Se pergunte, como é esse aroma para você? Ele te faz expandir ou contrair? Agora

se pergunte: "O que em mim precisa ir?" "Quais marcas eu ainda guardo que

precisam ser liberadas?".

Reflita sobre essas questões, anote em um caderno, como guia para uma

transformação diária, passo a passo.

Você pode repetir a prática com o pinho por 7 dias.

(*Ele pode trazer maior introspecção ou melancolia. É a movimentação de

energias/memórias internas estagnadas) .


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