a Vulnerabilidade como caminho





Estar vulnerável é se despir por completo.

É atravessar as fronteiras do belo e se abrir para os espaços sombrios, medonhos e sensíveis que existe em nós.



Estar vulnerável pode muitas vezes nos colocar de frente ao medo. Ao medo de não ser aceitas, medo de não ser amadas, medo de não ser vistas e mergulhar mais profundamente nessa dor original.



Socialmente aprendemos a esconder essa face autêntica como uma fraqueza, ainda que hoje percebamos que a força nasce da potência de se permitir ser vulnerável há um caminho a se percorrer dentro dessa experiência.


O quanto nos permitimos estar vulneráveis para os outros?


Antes de se mostrar, existe um caminho prévio.

O quanto nos permitimos estar vulneráveis para nós mesmas?

O quanto permitimos olhar para as emoções profundas e abrir a barragem. Romper com fronteiras e dar espaço para que elas fluam como um rio. Um rio que por vezes pode ser tortuoso, agitado, mas que em curso toma calmaria.

Um dos espaços onde pude sentir a potência do estar vulnerável e deixar fluir foi através do luto. O luto experienciado com inteireza. Um luto que possibilitou olhar as lacunas internas, o quarto escuro da alma e então soltar.

O caminho pode ser difícil, pois requer abrir mão do controle. O controle do conhecido, o encontro com o vasto e amplo dentro e fora de nós. O encontro com o todo e ainda assim se lembrar do eixo que sustenta.

Junípero foi o óleo que possibilitou essa abertura, vindo claro de uma vivência com muitos óleos anteriores, como Manjerona (soltar o controle), Immortelle (restaurando), Camomila Romana (estruturando e equilibrando) e então ele atuou.

Confiar no caminho, confiar na sabedoria e capacidade do corpo é transformador.

A vulnerabilidade é abertura, a vulnerabilidade gera conexão. E vejo a confiança como um elo que liga esses pontos. Confiar em se abrir, confiar em se mostrar é uma autorização poderosa! É o aval para seguir adiante, estar na posição humana e curar.

Onde você se vulnerabiliza? Onde você se permite mostrar?

A vulnerabilidade é a chave de crescimento em uma relação. É quando atravessamos a sala de estar para conhecer o quarto secreto, o mais puro e divino ser. Essa imensidão é terreno fértil para construir pontes, elos, para o amadurecimento e vínculo - conosco e com o outro.

Se permita a experiência de se ver e ser vista na intimidade.

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